Origem Remota

No dia 5 de agosto de 1965, o Dr. Alcides Neves Ribeiro de Castro, que havia institucionalizado o Regeneração em 1952, que foi seu Presidente de 1948 a 1964 (quando desencarnou), e cuja história à frente do Regeneração já foi contada na “Origem Próxima” do nosso Grupo, enviou uma mensagem (soneto) aos companheiros que constituíam o Grupo Ismael, da Federação Espírita Brasileira. Na oportunidade, pediu desculpas porque não era poeta e havia reunido um grande esforço para mensagear-se poeticamente:

Já muitos,  muitos séculos rolaram

Sobre essa noite alvar de malefícios

Que mentes mórbidas mentalizaram

Vendo o fim da Mansão dos Benefícios ...

 

A rudes golpes logo amortalharam

O templo azul que reprimia os vícios

E onde os humildes o Senhor buscaram

Para adoçar o fel dos sacrifícios ...

 

Mas novos, novos séculos passaram

Até que a Grande Lei fez renascer

Todos os que seu culto molestaram ...

 

Ressurge a Casa à custa dos autores

Que a destroçaram, para reascender

A luz que antes velaram sem temores!...

 

Estudiosos companheiros sobre a história do Regeneração registram que Alcides de Castro antecipou-se, com essa mensagem, à promessa que Bezerra de Menezes fizera em 1952, pela mediunidade de Chico Xavier, de nos contar a origem remota do Regeneração, vez tratar-se ele da antiga “Casa dos Benefícios”, existente em uma colina nas cercanias de Roma no século V. Por isso havia pedido a ele (Alcides), naquela oportunidade que agregasse ao nome “Grupo Espírita Regeneração” a expressão “Casa dos Benefícios”. Há-de se registrar entretanto que Alcides, desencarnado, só quis trazer a mensagem de que a “Casa dos Benefícios” havia sido destruída e que havia sido reconstruída por Bezerra em 1891. Testemunho flagrante dessa conclusão é o de que Chico Xavier, na noite de 6 de novembro de 1986, em sua residência, em Uberaba – MG, recebeu, psicograficamente, a “História da Destruição da Casa dos Benefícios”, contada pelo Dr. Bezerra de Menezes, cujo original integra os arquivos históricos do Regeneração, e a qual transcrevemos neste espaço para conhecimento do público em geral.

HISTÓRIA DA DESTRUIÇÃO DA CASA DOS BENEFÍCIOS

Nos últimos dias do Século V, da nossa Era, considerada a Era Cristã, duas meninas gêmeas eram vistas numa residência nobre do Palatium em Roma, suscitando admiração pela beleza com que se distinguiam.

 

Entretanto, nos traços psicológicos eram, em si, a antítese uma da outra.

 

Ceres trazia, no coração pessimista, no processo de inadaptação ao mundo que a incompabilizava com a vida. Rancorosa e apaixonada pelas próprias fantasias, fazia-se difícil pelo temperamento complexo. Cecília, porém guardava o íntimo possuído por belos ideais. Amava a natureza, praticava a benemerência com espontaneidade de sentimento e conquistava a simpatia de quantos lhe desfrutassem o convívio.

 

Acariciadas pelos pais amorosos, estudavam com preceptores gregos, alguns deles escravos, que muito cedo conseguiram avaliar a diferença das duas.

 

Apesar desse desajuste no caráter, eram ambas inteligentes e assimilavam, sem dificuldade, os ensinamentos que os professores lhes ministravam.

 

Em meio de toda uma legião de amizades, as duas se desenvolveram adquirindo larga compreensão da vida social, esmerando-se em conservar o nome que os pais lhes haviam transmitido.

 

Não tardou muito e Cecília, como era natural, nas qualidades apreciáveis de que se fazia portadora, angariou as atenções de nobre romano, Coriolano Rufus, rapaz cioso da própria posição e homem da sua época, cedo habituado aos preconceitos do tempo. Proprietário de grande império rural na Camparia, Coriolano se caracterizava pela prodigalidade, embora a honradez que lhe pautava os atos.

 

Em longos diálogos com a escolhida, empenhava-se em mostrar-lhe as virtudes romanas, como sendo o modelo de conduta para todas as mulheres, não apenas de Roma e sim de todas as regiões que se lhe faziam satélites. Conversava longamente sobre a inconveniência dos Constantinos, que teimavam em manter a capital do Império em Bizâncio, mais tarde Constantinopla. Quando Roma devia ser resguardada por cidade padrão, com realizações que interessavam o mundo inteiro.

 

Na época, com a promulgação do Edito de Milano, que tornava o Cristianismo um movimento religioso tão digno quanto os demais, a divisão das crenças no campo familiar era assunto compreensível e não constituía razão para qualquer atitude separatista. Com isso, Coriolano não estranhava as predileções da futura noiva, que se inclinava para os ensinos do Crucificado. Adorador incondicional de Júpiter, o rapaz, de quando em vez, revelava o escasso respeito pelo povo das catacumbas, nome pelo qual se designava, no tempo, qualquer agrupamento cristão, improvisando chalaças e motejos que não feriam Cecília, espírito habituado à veneração pelos antepassados, mas dada pela espontaneamente aos princípios cristãos que lhe pareciam mais consentâneos com uma sociedade que não se distanciasse da caridade e da compaixão

 

Os pais não interferiam na escolha da filha e o rapaz aceitava-lhe as inclinações sem maiores dificuldades.

 

Depois de algum tempo, com quanto o ciúme de Ceres, que seguia os acontecimentos com aparente sinceridade, o casamento de Cecília e Coriolano se realizou com os vinhos e alegrias do noivo e com as distribuições de alimentos e agasalhos, em homenagem a Deus, para com os desvalidos, que, convidados para a festa, compareceram em grande número.

 

Instalado em sua própria residência, o casal se rejubilava com as benções de que se reconheciam depositários, recebendo amigos e comparecendo a reuniões sociais do grande mundo a que pertenciam.

 

Após doze meses de felicidade, os cônjuges foram agraciados pela Divina Providência com o nascimento de um filho, ao qual deram o nome de Pompílio, como preito de gratidão de Coriolano a um dos avós, que se acostumara a amar em sua infância. A existência se desdobrava com a segurança pecuniária por base à rotina das ocorrências de cada dia.

 

Coriolano e Cecília, porém, ignoravam que Apio Claudius, um rico rapaz do tempo, fixava Cecília com a lascívia a se lhe desprender dos próprios olhos.

 

Disputava com pares de sua época juvenil, em determinados jogos, em que milhares de sestércios entravam, como sendo o material cobiçado especialmente pelos mais jovens que se entregavam às garantias do futuro.

 

Em tempo estreito, o adversário culto de Coriolano se enriquecia e não fazia mistério disso. Claudius não conseguia aproximar-se da jovem senhora, senão nas solenidades públicas ou domésticas, e isso o enfurecia. Ao contrário, aliciara a afeição de Ceres, de quem não admirava os dotes pessoais, mas, que, mais tarde, poderia serví-lo.

 

Muitos amigos chegavam à conclusão de que o cavalheiro e a irmã de Cecília se reuniriam em casamento, tão logo se lhes aprofundassem as afinidades.

 

Isso, porém, não aconteceu, e o nascimento do primeiro filhinho provocava nos outros a certeza de que a união de Cecília e Coriolano se tornava cada vez mais segura.

 

Temperamento exclusivista e apaixonado, Coriolano se consagrava ao filho com fervoroso carinho e, para a esposa, se tornava difícil fazê-lo entender que todos somos filhos de Deus, em luta com o próprio aperfeiçoamento na terra.

 

Acontece, no entanto, que o menino Pompílio foi acometido pela escarlatina complicada, e as melhores sumidades médicas da vida romana passaram pelo caso, com absoluta ignorância, sem qualquer medida que pudesse alcançar a extinção do mal que atingia a criança com a marca de inumeráveis padecimentos.

 

Cecília, mãe aflita, soube, por amiga fiel – Domitila Pompônia -, que na povoação de Possidônia, outrora chamada Pestum, havia um homem piedoso, que não só abraçara o Cristianismo, mas também se dedicara à sustentação de uma casa rústica em que hospedava os doentes e os infelizes. Tratava-se do Irmão Parmênio, que, em idade avançada e abandonado pela família anticristã, construíra o recanto a que chamava Casa dos Benefícios, para melhor cumprir os seus deveres de homem, cujo coração se represara dos ensinos do Divino Mestre, abrigando sofredores de qualquer procedência.

 

A Casa dos Benefícios se localizava, no ano 513, no sexto século do Cristianismo, em pequena colina, cujos alicerces se espraiavam em formosas capinas, freqüentemente pródigas de flores, que embalsamavam o ambiente com perfumes considerados medicamentos.

 

Ali vivia toda uma comunidade formada por viúvas de guerreiros aniquilados em conflitos políticos ou em hostilidades de raças; de enfermos que vinham buscar socorro, desde as edificações do posto de Óstia e das diversas cidades e aldeias da periferia romana, à caça de apoio e consolação. O irmão Parmênio presidia a esse núcleo de gente sofrida e dilacerada por amargas provações humanas.

 

A Casa dos Benefícios era a escola e o lar, o templo e o recanto de cura para centenas de pessoas dos mais diversos níveis sociais, que lá se irmanavam pelos desenganos e pelas próprias lágrimas.

 

Valendo-se de uma viagem claramente inadiável, Coriolano se ausentara por tempo breve, a caminho de Pádua, ocasião em que Cecília, induzida pela amiga que lhe prestava assistência em todos os passos difíceis da existência, resolveu tomar o filho nos braços e, em companhia dela, a amiga de sempre, procurar o irmão Parmênio, em Possidônia, para que o doentinho lá recebesse a bênção e as instruções possíveis à cura da enfermidade que o feria, tomando para isso um carro quais os do tempo, movimentado à força de cavalos dóceis, que lhe facilitavam a excursão.

 

Em casa, porém, Ceres não descansou no ciúme que lhe marcava os sentimentos. Convidou Claudius para uma refeição íntima, alegando haver recebido preciosos vinhos da Sicília, e solicitou de Túlia, uma servidora de sua confiança pessoal, a seguisse de perto no ágape, pelo tempo em que se prolongassem os serviços.

 

Cláudius compareceu, muito bem apessoado e, enquanto se fartava das finas viandas e dos vinhos licorosos que a jovem anfitriã havia reservado, notou que Ceres lhe endereçava olhares inflamados de sensualidade, a que ele, algo, conturbado pelas bebidas entontecedoras, não conseguia resistir. E, ante a própria serva que os observava, beijou a jovem com loucura.

 

Decorridos dois dias em que Cecília e a amiga com a criança se instalaram na Casa dos Benefícios, Coriolano regressou quase de inesperado, e a serva, que igualmente se embriagara na noite da visita do rapaz convidado de Ceres, se prontificou a comunicar ao dono da casa as cenas de que fora testemunha, numa intriga totalmente tramada.

 

Coriolano, indignado com a ausência da esposa e do filho que se puseram em peregrinação, buscando o apoio de um homem, que ele, patrício de muitas gerações, considerara charlatão e impostor, indagou da escrava:

 - Mas, Cecília se encontrava nesta mistura de desequilíbrio e obscenidade ?

 Ei-la que respondeu com maldade intencional, dizendo simplesmente:

 - Senhor, Ceres e Cecília são gêmeas. Eu não posso diferenciar uma da outra.

 

Diante de semelhante calúnia, Coriolano organizou toda uma legião de homens fortes, em maioria assinalados por instintos bestiais, e colocou o pelotão em caminho, conduzido por cavalos ágeis, que facilmente cobriram a distância, atingindo a Casa dos Benefícios, nas sombras da noite.

 

Coriolano, informado por uma guarda de que era proibido incomodar os doentes na hora tardia em que se apresentava, deixou que todas as suas reservas de desespero e inclemência lhe assomassem o pensamento, exigindo que o fogo fosse atirado à instituição por todos os lados. Conquanto os gemidos de muitos abrigados, o incêndio destruiu tudo o que as chamas alcançassem e todos os que tentassem opor-lhes resistência.

 

Em poucas horas o Irmão Parmênio e a sua obra humanitária não passavam de um montão de cinzas fumegantes.

 

O delito não encontrou censores nem corretivos, porque o tempo permitia aos poderosos do momento qualquer espécie de ímpetos loucos, sem que a justiça lhes viesse tomar contas, punindo-lhes os desacatos.

 

Foi assim que no Século VI, da nossa Era, a Casa dos Benefícios se viu destruída e Cecília, com outras entidades amigas, prometeu a Jesus que a obra do Irmão Parmênio seria reconstituída, para o que daria a sua própria vida, antes que o milênio terminasse.

 

Prometemos que vos diríamos no instante oportuno, algo sobre o assunto e aí tendes – com o auxílio de muitos dos implicados no delito que varou os séculos e que hoje são companheiros do Cristo, devotados ao Bem, transformados pelo sofrimento – a tarefa edificante em que vos unistes, rendendo louvores ao Pai Misericordioso pelo trabalho bendito a que fomos todos chamados, no Grupo Espírita Regeneração.

 

Louvado seja Deus!

 

 as.) B E Z E R R A DE M E N E Z E S

 

(Mensagem recebida por Francisco Cândido Xavier, na noite de 6 de novembro de 1986, em sua residência, em Uberaba – MG.

 

Quando do centenário do Regeneração (18 de fevereiro de 1991), foi editado um livro sobre o assunto (lamentavelmente esgotado mas com perspectivas de ser reeditado), sobre o qual, o nosso respeitado e querido amigo Luciano dos Anjos, fez as seguintes considerações:

 

Historiógrafos costumam vaticinar que quem não aprende com a História está fadado a repetí-la. É, portanto, de grande importância conhecer o traçado dos acontecimentos vividos, a fim de extrair deles os ensinamentos indispensáveis à orientação dos passos de hoje e de amanhã.  Quando se crê na lei da reencarnação, o interesse pela História deve ocupar posição de destaque, na hierarquia das nossas preocupações. Conscientes da pluralidade das existências, sabemos que fomos os artífices dos eventos de ontem e responsáveis por todas as suas conseqüências. Colhemos, agora, o produto de nossa semeadura. Esse corolário é inexorável, mesmo que, conscientemente, nos esteja velada a sua causalidade. Esse, aliás, é o aspecto misericordioso da lei. Conhecer as origens de nossas vicissitudes atuais seria inserir em nossa jornada de recuperação um complicador negativo e prejudicial. A lei é sábia e justa. No entanto, em casos excepcionais, somos contemplados com informações bastante nítidas, capazes de ilustrar alguns de nossos passos anteriores. Não se trata, porém, de privilégio, mas de acréscimo de responsabilidade. O quadro, então se descortina na mesma amplidão em que exige maior cautela e mais empenho. Redobrado destemor tem de ser vivenciado, no grande objetivo de espiar e reparar os males outrora perpetrados. É preciso reconstruir, com a agravante de se conhecer exatamente o motivo da reconstrução exigida pela lei, por isso mesmo sem nenhuma oportunidade de se alegar fraqueza ou inocência.

 

Este livro fala da história de um grupo de espíritos que vem tentando refazer seus enganos do passado. Conhecem seu erro e, agora, novamente reunidos, esforçam-se para apagá-lo de suas consciências, através do trabalho enobrecido pelo desejo da reconquista. Nessa tarefa, estão sendo permanentemente assistidos, como se observa nas mensagens de Bezerra de Menezes, ditadas através de Francisco Cândido Xavier, e das quais estão reunidos, aqui, alguns excertos maravilhosos.

 

Conhecendo o passado histórico e abençoados pela orientação e o incentivo permanente do Alto, esse grupo de Espíritos em expiação não tem o direito de deixar que a História se repita. Essa luta é levada ao público nesta obra, para que, além do mais, sirva de motivação a todos aqueles que se esforçam igualmente por restaurar o que destruíram na encarnação anterior, conhecendo ou não esse momento triste.

 

Luciano dos Anjos

 

Há-de se registrar, pela relevante importância, que no dia 31 de dezembro de 1990, a Diretoria do Regeneração visitou Chico Xavier em sua residência, e, por meio de sua sacrossanta mediunidade, recebeu de Bezerra de Menezes a mensagem que transcrevemos para que ela integrasse o livro que ia ser publicado com a história por ele contada.

 

CENTENÁRIO

 

Leitor Amigo:

 

Ante os nossos companheiros da Diretoria, que representam, nesta noite, o Primeiro Centenário do Grupo Espírita Regeneração, iniciado por nós, - pequenos servos de Nosso Senhor Jesus Cristo – no Rio de Janeiro, em 1891, agradecendo a tua acolhida e cooperação face as nossas lembranças da comovedora efeméride, ofertamos-te o livro que relaciona as edificações da referida instituição.

 

E, se nos permites, solicitamos o teu consentimento, para recordar-te:

 

Quando sentires de coração amarfalhado, reflete nos milhares de irmãos infelizes, que se desvencilharam, aqui, dos propósitos de suicídio, ouvindo as verdades ensinadas pelo Cristo de Deus, retomando a vida natural que os sofrimentos desequilibraram, quando mais necessitavam de apoio e discernimento; lembra-te dos corações maternos que se refizeram da angústia, neste pouso de amor, aceitando a evidência das provações que o mundo lhes impunha, ante o desaparecimento de filhos queridos, quando esses mesmos filhos enunciavam o feliz futuro dos homens de bem; dos que se reergueram no caminho das lágrimas, depois de injuriados e abatidos pela calúnia e pela crueldade, justamente na ocasião em que mais suplicavam compreensão da justiça terrestre; dos que se reconheceram vencidos por infortúnios indescritíveis, regressando à fé em Deus e ao perdão das ofensas, notadamente, quando mais imploravam o entendimento dos perseguidores gratuitos que lhes arrasaram a existência; dos que choraram, doentes e esquecidos, entre as paredes que mantinham esta casa, endereçando aos Céus as mais fervorosas orações, pedindo a paz e a misericórdia que os homens lhes sonegaram; dos que se viram, portando enfermidades contagiosas e amargas, que vieram até aqui lastimando, no íntimo, as situações que os faziam infelizes, encontrando o bálsamo da confiança em Deus e a luz da esperança que lhes revigoraram as forças; das nossas irmãs injustamente lançadas ao descrédito e ao sarcasmo, apontadas pelo dedo dos que a atiravam ao desespero, no momento em que mais rogavam compaixão e benção; dos amigos idosos que vieram de perto e de longe, pedindo o auxílio de que necessitavam para sobreviver às crises do desgaste físico e rogando a Deus proteção e socorro para os filhos que os  abandonavam às piores necessidades, no instante em que mais se sentiam minados ante a dor causada pelas atitudes dos entes queridos, que mais amavam; recordando as tribulações dos que experimentaram as provas que lhes amarguraram os dias e que durante cem anos vieram a este recanto de fraternidade e serviço, encontrando constantemente a orientação e o consolo para as suas inquietações, em preces que lhes arquivaram os sacrifícios no Mundo Maior.

 

Sensibilizado, ante as recordações que me assomam ao espírito, sou o pequeno servidor, iluminado agora de alegria, diante do devotamento com que se cultiva aqui o trabalho, o amor ao próximo e a generosidade e mais uma vez te agradecemos a colaboração expontânea, repetindo as nossas humildes palavras:

 - Amigo, muito obrigado! ...

 

Bezerra de Menezes

 

Mensagem recebida em 31.12.1990.


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